A Usina Coruripe, que controla quatro unidades em Minas Gerais e uma em Alagoas, registrou aumento
de 12% na moagem de cana-de-açúcar na safra 2019/20 em comparação com a temporada anterior. No
período de abril de 2019 a março de 2020, a empresa atingiu a marca de 14,6 milhões de toneladas de canade-açúcar processadas.
Conforme a Coruripe, o volume ficou acima da meta prevista em aproximadamente 500 mil toneladas. A
produtividade no campo foi de 77,9 toneladas moídas por hectare.

De acordo com a companhia, com isso, o faturamento teve um “crescimento expressivo” na safra e chegou
a R$ 2,46 bilhões, superando em 13,1% o resultado no período anterior (R$ 2,17 bilhões). Deste valor, R$ 1,27
bilhão foram alcançados com a comercialização de açúcar, R$ 1,04 bilhão com a venda de etanol e R$ 92,9
milhões com fornecimento de energia elétrica.

Por sua vez, o Ebitda ajustado da Coruripe foi de R$ 977 milhões na safra encerrada em 31 de março deste
ano, aumento de 19,7% em relação à anterior. Além disso, a dívida líquida em relação ao Ebitda caiu 1,6%:
de 2,95 para 2,90 vezes.
Ainda segundo a companhia, a produção de açúcar cresceu 14,7% em relação à safra 2018/19, totalizando
cerca de 20,63 milhões de sacas de 50kg. “O lançamento da marca própria de açúcar no mercado do
Sudeste, no ano passado, contribuiu para esses resultados positivos”, afirma a Coruripe. A marca passou a
ser comercializada nos pontos de venda em cidades do Triângulo Mineiro e em Belo Horizonte e região
metropolitana.
Em relação ao etanol, a Coruripe produziu 6,5% a mais na safra 2019/20 ante a anterior, alcançando 502,8
milhões de litros. Já a geração de energia elétrica foi de 716,05 GWh, o que representa um crescimento
anual de 11,5%.

Para a Coruripe, os resultados positivos foram fruto dos investimentos constantes na renovação e
expansão dos canaviais, na modernização de equipamentos e na aquisição de novas máquinas.
“Somente neste ano, a empresa investiu R$ 64 milhões no financiamento de parte de uma nova caldeira
(R$ 24 milhões) e em linhas de custeio agrícola (R$ 40 milhões) na matriz, localizada em Coruripe (AL)”,
relata a empresa.

O valor de investimento foi obtido por meio de linha de crédito concedida pelo Banco do Nordeste do
Brasil (BNB), com prazo de amortização de cinco anos. Além disso, no ano passado, a Coruripe captou R$
712,7 milhões por meio de emissão pública de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), valor
aproximadamente 42,5% maior que os R$ 500 milhões inicialmente previstos na oferta mínima.

Para o presidente da Usina Coruripe, Mario Luiz Lorencatto, os números alcançados na safra 2019/20
confirmam o potencial da companhia no setor sucroenergético. “Nesse período, colhemos uma safra
recorde, o que é consequência da constante busca por melhor performance e custos baixos, aliada às boas
condições climáticas no oeste do Triângulo Mineiro e em Alagoas”, declara.

Projeções para a safra 2020/21.

Em relação à pandemia de Covid-19, Lorencatto afirma que, apesar desse cenário, a empresa seguiu o
calendário definido anteriormente para a moagem e se comprometeu a não demitir sem justa causa nem
reduzir salário e jornada durante o estado de emergência.

“Nossa empresa se enquadra na classificação de serviços essenciais para a população, pois produz açúcar,
etanol e energia elétrica. Seguimos com os nossos esforços, adotando todas as medidas preventivas
necessárias para o combate ao novo coronavírus. Nossas ações de responsabilidade com o próximo são
contínuas e esperamos seguir contribuindo para que, em breve, o cenário volte à normalidade”,
acrescenta.

Para a safra de 2020/2021, a previsão da Coruripe é atingir um novo recorde, com ampliação de 2,9% na
moagem, atingindo 15,05 milhões de toneladas. Com isso, a meta da empresa é aumentar a produção de
açúcar em 15,7%, com 1,2 milhão de toneladas, e elevar em 5,5% a geração de energia elétrica, o que
representa 755,3 GWh. Em contrapartida, a produção de etanol deve ter um decréscimo de 11,1% na
comparação com 2019/20.

Para o faturamento na safra 2020/21, a empresa espera um aumento de 6,3%, o que representa R$ 2,61
bilhões, e um Ebitda ligeiramente acima da marca de R$ 1 bilhão. Segundo a Coruripe estes números
refletiriam a implementação de várias ações para melhoria da produtividade e redução de custos.
“Com quase dois terços da produção desta safra voltada para o açúcar e com 85% das suas vendas já
fixadas em preços próximos a R$ 1.400/tonelada, a Coruripe está entre as empresas do setor menos
expostas ao cenário adverso resultante da Covid-19 e a queda abrupta de preço do etanol”, acredita a
companhia.

Por fim, a Coruripe também aposta no programa RenovaBio para a geração de receita. A companhia já foi
certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para poder atuar no
programa e gerar créditos de descarbonização (CBios).

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